|
|
|
|
::. Identificação
USOS E COSTUMES
Quebra de Confiança
Há tempos a palavra Disciplina, como verbo, me intriga da mesma forma que Ordem e Progresso. Cavalheirismo e educação: Conheço uma pessoa que fala pausadamente, é carinhoso como nunca! Na cidade grande aprendi a correr e passei anos sem sentir falta destas coisas tão singelas e agradáveis que dão o sentir à vida. Ontem tirei o sapato e ninguém me auxiliou a calçá-los, quando o enfiei no pé senti minha solidão bem funda! Foi aí que idealizei uma peça decorativa que servirá de utensílio imprescindível para quem deseja assimilar alguns costumes orientais. Ela já tem nome, o projeto está sendo desenvolvido em breve fica pronto. Hoje, 28/07 enquanto caminhava, vi uma parede toda pintada com uma pintura exótica e me lembrei de quando os filhos eram adolescentes e as pichações eram reprimidas com rigor, hoje há quem paga para que em seus muros sejam pintadas as expressões do cotidiano. Quando namorei pela primeira vez, não admitia que o rapaz tocasse em minha mão, só em situações especiais como despedir. O primeiro beijo foi de lábios fechados, hoje acreditamos ser normal qualquer tipo de relacionamento, é bom que as pessoas se conheçam bem, a sensação de ser e ter sido enganado é terrível e cava um distancia muito grande nos relacionamentos, tenho necessidades muito diversas de pessoas da cidade, onde nasci e passei minha infância tem uma gruta onde na adolescência ouvia musica com meus primos, loca grande com aquelas pedras brilhantes e também um lago em seu interior; passeava muito lá e em outras formações rochosas onde fazia minhas casinhas, sonhava e era feliz, quando procuro rever estes lugares estou revivendo momentos de esplendor, a água que passa nestes lugares vem do Ribeirão, a árvore que ficou nítida em minha memória como um retrato, estava fixada no paredão de pedra e parecia dizer alguma coisa, assim são tantas outras que estão ou estiveram nestas matas e nestes campos! Estou me recuperando de uma segunda grande decepção que tive nestes últimos dias, as duas do mesmo jeito senti-me enganada por pessoas que julgava ser dignas de minha confiança. São tão próximas estas pessoas que a minha vida virou de ponta a cabeça. Agora aprendi a não confiar em apenas uma pessoa e sim em várias ao mesmo tempo. É como um jogo se um falhar você tem outro para contestar. Terá que ser pessoas diferentes e é horrível viver em constante alerta, na sociedade é assim. Os interesses são maiores que a vida. Os guardiões estão sempre alerta para defender os costumes de acordo com seus interesses e as mudanças de costumes, exigem mártires ou ídolos em uma sociedade onde a individualidade é relegada a um último plano. É o sistema de massa. Na primeira tive um sonho com mais ou menos doze homens, que se movimentavam em círculo com uma criança deitada passada de mão em mão à altura dos ombros sugerindo um sacrifício. Acordei assustada e fui direto ao quarto de meu marido, verifiquei se a janela que dá pro vizinho estava fechada e disse: - Se acontecer alguma coisa com meu irmão eu te mato. Meu irmão faz parte dos meus projetos, que à época eram de implantação e venda de DVDs, paralelamente, fazia um trabalho de conscientização das mulheres, passando minhas experiências e conversando, numa tentativa de inclusão social de pessoas, à margem da sociedade. Hoje são outros, mas naquela hora era a coisa mais importante para mim, havia deixado um dos aparelhos na casa de minha mãe para que ele vendesse para mim, só que fiquei em dúvida se a pessoa que havia lhe indicado era confiável ou não, na dúvida fui lá buscá-lo, para resolver mais tarde o que fazer . Saí deixando meu marido na cama, não demorei só peguei o aparelho e voltei, no caminho encontrei com um vizinho médico, que apressado me olhou fixamente e não me cumprimentou, quando chego, poucos minutos depois de ter saído, encontro meu marido já pronto para sair e me diz: - Vamos ver o Doutor. Amigo nosso?! Acreditei estar sendo incluída em assuntos sérios, a muito quase não falava com ele. Bom o Doutor é meu parente e participou em vários episódios de minha vida, minha mãe o conhece desde criança, quando fazia pipi em suas pernas. Disse: - Vamos. Ele era diretor da Santa Casa e sempre estava lá bem cedo, mora ao lado e eu também moro perto, chegamos rápido e parecia que tudo estava preparado para minha chegada. Uma enfermeira sorridente me trouxe uma cadeira de rodas com ar de honras da casa, eu sorri e sentei pensando: para que sentar em uma cadeira de rodas quando posso tão bem andar com minhas próprias pernas? Quando cheguei à sala, ele estava sentado à mesa de seu consultório, que eu conhecia bem, cumprimentei-o e fui até à janela ver se não tinha ninguém por ali, no que ele me disse pode ficar tranqüila que não tem ninguém e me perguntou se eu era espírita. Eu ainda em pé, disse que não e que quem era espírita era a irmã de meu marido. Disse que eu havia sido criada na igreja católica e que já não praticava mais. Fava e gesticulava com os braços em confirmação do que estava falando. Estava segura e convicta do que falava. Meu marido estava sentado atrás de mim de frente para ele, quando ele disse: Ela está um pouco ansiosa e foi escrevendo alguma coisa que foi entregue para meu marido. Fiquei decepcionada por ele deixar de falar comigo e dirigir ao meu marido falando ao meu respeito, mas como não esperava muito das pessoas por experiências próprias, despedi e fui embora junto com meu marido que era um costume sair com ele, voltar com ele. Quando menos espero, ele diz vamos passar aqui na Lúcia, que é a esposa do sócio dele e que tinha uma farmácia. Desci e cumprimentei-as ela e sua funcionária, tive a impressão de que elas estavam assustadas, meu marido disse alguma coisa em tom baixo e amigável e elas vieram com uma injeção para me aplicar, aí eu me recusei a tomar, como ele insistiu, implorei para que não fizesse isso comigo, aí ele disse: Então vamos lá para casa de sua mãe. Ele sabia que eu estava lutando para deixar meus vícios e que a muito deixara de fumar e de tomar remédios sem necessidade. Como estava decepcionada com tanta falta de respeito e angustiada, aceitei mais uma vez a sugestão dele, acreditando encontrar um porto seguro lá. Ledo engano, chegando lá que é muito perto também, encontro meu irmão ao telefone falando com quem!? Nada menos do que o Dr. , peguei o telefone com avidez e disse: - olha aqui estou falando do telefone de meu irmão, como se com isso dissesse: estou aqui, estou vendo, tenha cuidado com o que faz, somos pessoas e não vou deixar que ninguém nos faça mal, já sofremos demais não é justo mais nenhum atropelo. Exausta, como se tivesse enfrentado uma guerra, em tão pouco tempo, aceitei a oferta de minha mãe para deitar, arranjaram-me uma camisola e eu deitei, logo depois minha irmã mais velha vinha com um lanche e lembrei-me de que não havia tomado café. Achei ótimo! Vim saber mais tarde que este café estava recheado de remédios. Seguiu-se daí: internação psiquiátrica, medicamentos, etc. Tive tanto medo que fechei meu corpo a ponto da enfermeira não encontrar minhas veias, exames, tentativas de regressão, revolta, alto afirmação, imposições, competição, mais remédios, todo tipo de experiências, limites de resistência, controle da respiração, imobilização que coincidiu com morte, poder da mente, capitação de pensamento, crendices, sonhos, visões, oásis, jogos por controle do pensamento, macumba, rituais, sonoterapia colorida e não colorida, distribuição eqüitativa, leilões virtuais, controle do tempo e da chuva, poder do corpo, técnicas de auto defesa, ataque e domínio, origem, comunicação em tempo real, vi tanto que tive vontade de furar meus olhos, era tudo muito claro, tinha vontade de um pouco de escuridão, cheguei a usar uma caneta para furar meus olhos como se isso fosse parar com tanta clareza, comunicação extra-sensorial, controle dos sentidos, os sinos da matriz a badalar num ritual de agonia, apoios de pessoas amigas, comunicação com os pássaros, associação e conclusões, mais remédios como se estes fenômenos fossem controlados por remédios. Um dia quando olhava para o vídeo onde assisti várias vezes o filme Agonia e Êxtase, meu marido me disse: - Gostou da “cama” que preparei para você? Hoje não sofro mais, pelo contrário aprendi muito. Tenho o controle do meu consciente e do inconsciente mais ou menos. Sempre que me oferecem alguma coisa e eu aceito, lá vem bomba. É a historia do motorista que oferece carona com segundas intenções. A segunda decepção aconteceu exatamente no dia dez de julho de 2007 e será canalizada de onde veio, estou apreciando a vida, novamente com projetos em desenvolvimento, e nada nem ninguém vai mudar isso, são realizações visando mudanças radicais, demore o tempo que for necessário, mas com certeza hei de conseguir o que quero. 29/07/07
Excesso de Zelo
Quando me casei, já grávida, o cônjuge providenciou tudo como se fosse uma manifestação de carinho. E eu acreditei! |